A defesa da UE sem ilusões

21. 01. 2026 - O Parlamento Europeu alerta que a Europa deve ser capaz de se defender sem ajuda externa. Em resposta à agressão russa e à evolução incerta nos EUA, exorta os Estados-Membros a uma maior autonomia estratégica.
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No relatório anual sobre a política comum de segurança e defesa da UE, os eurodeputados afirmam que as repetidas ações da Rússia perturbaram gravemente a ordem de segurança europeia. Segundo o Parlamento, os mecanismos institucionais e políticos existentes falharam e, por isso, a UE deve reforçar a sua capacidade de resposta a crises e ameaças.

A base deve continuar a ser a cooperação com a NATO, que os deputados consideram fundamental para a segurança europeia. Ao mesmo tempo, salientam que os Estados-Membros devem estar preparados para agir de forma independente, se a situação assim o exigir. Remetem para o artigo 42.º, n.º 7, do Tratado da UE, ou seja, a cláusula de assistência mútua entre os Estados-Membros.

O relatório chama também a atenção para os riscos crescentes associados à interferência estrangeira nos acontecimentos na Gronelândia. O Parlamento considera que as atividades híbridas e as ameaças abertas à sua soberania, incluindo as provenientes dos EUA, constituem uma séria ameaça aos interesses estratégicos da UE e à estabilidade transatlântica. Por conseguinte, apoia uma posição unida da UE e salienta que apenas a Dinamarca e a própria Gronelândia podem decidir sobre o futuro da Gronelândia.

Os eurodeputados alertam também para a crescente imprevisibilidade da política externa americana e para a possibilidade de redução da presença militar dos EUA na Europa. Na sua opinião, a UE deve preparar-se para cenários de crise, coordenar o aumento das despesas com a defesa e reforçar sistematicamente as suas próprias capacidades de defesa, sem comprometer a cooperação com os Estados Unidos.

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