O declínio dos direitos humanos no mundo

2026-01-21

O Parlamento Europeu alerta para o agravamento sem precedentes da situação dos direitos humanos e da democracia em todo o mundo. Exorta a UE a deixar de hesitar e a começar a utilizar os seus instrumentos de forma mais coerente e eficaz.

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O Parlamento Europeu afirma no seu relatório anual que os direitos humanos e os princípios democráticos estão hoje sob pressão como nunca antes. Segundo os deputados, as crescentes tensões geopolíticas, o enfraquecimento da ordem internacional e a disseminação de práticas autoritárias ameaçam seriamente a estabilidade global e o próprio funcionamento da democracia.

Os eurodeputados dedicam especial atenção a novas ameaças, como o abuso da inteligência artificial, a vigilância digital e a disseminação sistemática de desinformação. Segundo eles, estas ferramentas são cada vez mais utilizadas para manipular a opinião pública, especialmente durante as eleições. Por isso, o Parlamento salienta a necessidade de proteger jornalistas, meios de comunicação independentes, ativistas dos direitos humanos e a sociedade civil, que enfrentam repressões crescentes e pressões transfronteiriças.

O relatório exorta igualmente a UE a defender firmemente o direito internacional e o multilateralismo. Segundo os deputados, a União deve apoiar incondicionalmente a justiça internacional, incluindo o Tribunal Penal Internacional, e utilizar ativamente as sanções como instrumento de proteção dos direitos humanos e da democracia.

O Parlamento também chama a atenção para a vulnerabilidade especial de certos grupos, em particular as mulheres. Critica a violência em zonas de conflito, a restrição do acesso à educação, a violência baseada no género e os ataques aos direitos sexuais e reprodutivos. Ao mesmo tempo, reitera a sua oposição à pena de morte, à tortura e à corrupção.

Os deputados apelam à revisão da estratégia da UE em matéria de direitos humanos, a objetivos mais claros e a um financiamento adequado. Segundo o Parlamento, a UE deve não só declarar os seus valores, mas também defendê-los de forma consistente, tanto a nível interno como a nível mundial.

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