Resolução sobre a situação internacional no Ártico

2025-11-26

O Parlamento Europeu aprovou uma resolução que chama a atenção para o rápido aumento das tensões no Ártico. Os eurodeputados alertam para o reforço militar da Rússia e para a crescente influência da China e apelam à UE para que desempenhe um papel muito mais ativo na região.

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O Ártico está a tornar-se uma área estratégica onde a geopolítica, a segurança, a energia e as alterações climáticas colidem. Os eurodeputados sublinham que a UE deve adotar uma "estratégia robusta e orientada para a segurança" e reforçar a cooperação com os EUA e a NATO para contrariar a influência russa e chinesa.

O Parlamento Europeu critica a militarização maciça da região, em particular a reestruturação das forças armadas russas e a criação dos chamados "Colégios Marítimos". De acordo com os eurodeputados, estas medidas estão a aumentar as tensões e a ameaçar a estabilidade de toda a região. Ao mesmo tempo, alertam para o facto de a China estar a tentar ganhar cada vez mais influência económica e estratégica na região.

Os eurodeputados alertam também para as ameaças a infra-estruturas submarinas críticas, incluindo cabos e condutas em torno da Gronelândia. Na sequência dos recentes incidentes no Mar Báltico, os eurodeputados apelam a uma proteção mais forte e a regras mais rigorosas em matéria de sanções e contramedidas contra os actores suspeitos de utilizarem uma "frota sombra".

A resolução sublinha que a governação do Ártico deve permanecer firmemente ancorada no direito internacional, em particular na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS), e rejeita as reivindicações unilaterais de faixas marítimas do Ártico, como a Rota do Mar do Norte, e apoia a resolução diplomática de litígios.

O Ártico é também uma fonte de matérias-primas estratégicas que são fundamentais para a segurança energética e a independência tecnológica da Europa. O Parlamento sublinha a importância da Noruega e o papel de uma possível parceria mais profunda com a Islândia e a Gronelândia, onde existe um apoio crescente a uma integração mais estreita com a UE.

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