O Parlamento Europeu apela a uma luta rigorosa contra a fraude: mais controlo, digitalização e eficiência

2025-05-06

O Parlamento Europeu adoptou hoje o seu relatório anual sobre a proteção dos interesses financeiros da UE e a luta contra a fraude para 2023, alertando para as crescentes ameaças, incluindo a cibercriminalidade e a utilização abusiva da inteligência artificial, e apelando a ferramentas mais modernas e a uma cooperação mais forte entre as instituições europeias e nacionais.

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A fraude envolvendo dinheiro da UE deverá aumentar em 2023, o que levou o Parlamento Europeu a adotar um relatório que apela à modernização dos instrumentos, à aplicação rigorosa da lei e ao reforço da cooperação entre as instituições europeias. O relatório dá especial ênfase à utilização abusiva da tecnologia e à necessidade de uma utilização responsável da inteligência artificial.

De acordo com o relatório aprovado, em 2023 foi registado um recorde de 13 563 casos de fraude e irregularidades, mais 9% do que no ano anterior. O impacto financeiro destes casos ascendeu a 1,9 mil milhões de euros, um aumento de 7,3% em relação ao ano anterior. Os eurodeputados alertam para o facto de esta ser uma tendência negativa contínua e apelam a uma melhor ligação entre as despesas orçamentais e o desempenho das instituições responsáveis.

O Parlamento destaca o papel crescente da Procuradoria Europeia (EPPO), que abriu 1 371 novas investigações em 2023 e tratou quase 2 000 casos ativos no total. Os eurodeputados apreciam a transparência do seu trabalho, mas apelam a uma maior eficiência - não só no número de casos investigados, mas também nos recursos efetivamente recuperados.

O relatório sublinha a necessidade de digitalizar e modernizar as ferramentas de deteção de fraudes, incluindo a utilização de inteligência artificial. Ao mesmo tempo, o Parlamento Europeu adverte que a tecnologia deve ser utilizada de forma responsável e com ênfase nas salvaguardas legais e no controlo democrático.

Para além das reformas técnicas e institucionais, o Parlamento apela também a uma aplicação rigorosa do Estado de direito em todos os Estados-Membros. De acordo com os eurodeputados, a proteção eficaz do orçamento da UE está intimamente ligada à qualidade da governação, à independência do poder judicial e ao respeito pelos valores fundamentais da União.

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