Moção de desconfiança à Comissão Europeia

2025-07-10

O Parlamento Europeu rejeita uma moção de censura à Comissão Europeia. A moção foi apoiada por uma parte da extrema-direita e da esquerda, que considera que a Comissão está a falhar em termos de transparência e a exceder os seus poderes. As principais controvérsias diziam respeito a mensagens de texto secretas relativas à compra de vacinas, ao manuseamento suspeito de dinheiro e a alegadas interferências em eleições.

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A tentativa de destituir a Comissão liderada por Ursula von der Leyen esbarrou numa barreira: apenas 175 dos 720 eurodeputados votaram a favor da moção, muito abaixo da maioria de dois terços necessária. A maioria dos eurodeputados considera que a proposta não é credível, embora as críticas à Comissão continuem a ser feitas.

A proposta baseava-se numa série de acusações: os eurodeputados apontaram, em particular, o escândalo em torno da compra de vacinas contra a Covid. A Comissão recusou-se há muito tempo a divulgar as mensagens de texto trocadas entre a Presidente von der Leyen e o diretor da Pfizer em 2021. O Tribunal de Justiça Europeu decidiu no início deste ano que a Comissão não tinha agido legalmente ao manter as mensagens secretas.

Os críticos também apontaram que mais de 4 mil milhões de euros dos 35 mil milhões de euros que a UE atribuiu para a compra de vacinas não foram utilizados. Por conseguinte, questionam o controlo financeiro da Comissão e alertam para um possível desperdício de fundos públicos.

Outro ponto de discórdia foi a proposta de um fundo de defesa no valor de 150 mil milhões de euros (SAFE), que a Comissão propôs utilizando o artigo de emergência da legislação da UE.

Por último, a acusação mais grave foi a alegada interferência da Comissão nas eleições na Roménia e na Alemanha através da nova Lei dos Serviços Digitais. Segundo os queixosos, a lei foi utilizada indevidamente para restringir a campanha eleitoral e interferir nos resultados, excedendo assim as competências da Comissão.

Embora a moção de censura não tenha sido aprovada, o debate no Parlamento Europeu mostrou que a questão da transparência e da confiança nas instituições europeias continua a ser um tema sensível.

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