UE-Mercosul sob o escrutínio dos juízes

21. 01. 2026 - O Parlamento Europeu quer ter a certeza de que o acordo comercial com os países da América do Sul está em conformidade com os tratados fundamentais da UE. Por isso, recorre ao Tribunal de Justiça da UE e suspende a decisão política.
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O Parlamento Europeu decidiu solicitar ao Tribunal de Justiça da UE uma avaliação jurídica do acordo entre a UE e os países do Mercosul. Não se trata da aprovação ou rejeição do acordo em si, mas sim da questão de saber se a sua estrutura jurídica está em conformidade com os tratados e as regras de decisão da UE.

As principais dúvidas dizem respeito à divisão do acordo em duas partes: política e comercial. Segundo os eurodeputados, este procedimento pode contornar os processos decisórios normais, enfraquecer o papel dos parlamentos nacionais e perturbar o equilíbrio institucional entre as instituições da UE. O Parlamento também alerta que tal procedimento pode alterar as regras de votação no Conselho da UE.

Outras reservas dizem respeito ao chamado mecanismo de reequilíbrio e à proteção dos interesses públicos. Os deputados receiam que o acordo possa enfraquecer a precaução prévia da UE nas áreas da saúde, do ambiente e dos consumidores. Também é controverso o facto de um painel de arbitragem fora do sistema judicial da UE poder decidir sobre o cumprimento destes princípios.

Por conseguinte, o Parlamento solicitou formalmente ao Tribunal de Justiça da UE que aprecie tanto o conteúdo do acordo como o processo através do qual este deve ser celebrado. Até à emissão do parecer jurídico, o Parlamento continuará a apreciar o acordo, mas a decisão política final sobre a sua aprovação ainda não será tomada.

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