Drones e guerra moderna
O Parlamento Europeu afirma no seu relatório que os sistemas não tripulados têm hoje uma influência fundamental na forma como se trava a guerra. A utilização intensiva de drones na Ucrânia e a sua utilização por atores não estatais, como o Hamas ou os houthis, revelou a vulnerabilidade dos exércitos que não estão preparados para esta realidade. Segundo os deputados, o baixo custo e a elevada eficácia destas tecnologias alteram o equilíbrio de forças. O Parlamento salienta que os exércitos europeus devem integrar plenamente os drones e os meios para os combater (os chamados «counter-UAS») na formação, no armamento e nas doutrinas operacionais. Isto inclui a capacidade de detetar, interferir ou destruir rapidamente drones inimigos através de uma combinação de radares, sensores, guerra eletrónica, sistemas laser ou soluções de defesa baratas. Sem estas capacidades, existe o risco de perdas mais elevadas e de restrições à liberdade de manobra das unidades.
É dada especial ênfase à necessidade de tecnologias anti-drones baratas e acessíveis em massa. O Parlamento salienta que os sistemas atuais são frequentemente mais caros do que os próprios alvos que destroem, o que é insustentável a longo prazo. Por conseguinte, a UE deve apoiar o desenvolvimento de soluções simples, rapidamente implementáveis e economicamente eficientes, inspiradas, entre outras coisas, na experiência da Ucrânia.
Os eurodeputados apelam também à revisão das doutrinas militares e ao investimento em investigação, desenvolvimento e cooperação entre as forças armadas, a indústria e as start-ups. Os drones devem ser integrados não só nas unidades terrestres, mas também nos sistemas navais, aéreos e logísticos. As alterações devem incluir uma definição mais clara das regras de utilização de drones e normas europeias comuns para a formação e certificação de operadores. O relatório envia assim um sinal claro: para se manter no atual ambiente de segurança, a UE deve adaptar-se à realidade do campo de batalha dos drones – de forma rápida, coordenada e com ênfase na sua própria capacidade tecnológica.
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